Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico

-O que é Síndrome do Pânico? 

É um quadro de sofrimento emocional provocado pelo medo de ter crises de ansiedade, em conjunto e

retroalimentado com o medo da morte e/ou perda de controle emocional ou não. 

 

-De onde surge? Por quê? 

É precedido de forte crise de ansiedade, a qual se torna uma sensação temida por si mesma, gerando o medo de ter

crise de ansiedade. As maiores causas para a ansiedade na nossa cultura são as inúmeras e crescentes exigências,

desde ter que ter físico jovial e magro, até alta performance no trabalho, condições financeiras, status, expectativa

de ser pais perfeitos, uma pessoal sociável, líder, com pós-graduações e fluentes em pelo menos uma língua além da

nativa. 

 

-Quais os “sintomas”? 

Os sintomas físicos mais comuns, em conjunto ou não, são taquicardia, sudorese nas mãos ou corpo, respiração

acelerada ou falta de ar, pressão no peito, aumento da pressão sanguínea, e por vezes, tontura e até desmaio. 

 

Os sintomas psicológicos e comportamentais mais comuns são sensações constantes de perigos iminentes, medo da

morte, medo de ficar sozinho, isolamento e medo de ter doenças. Há ainda a possibilidade de ocorrer pensamentos

suicidas, como fuga do sofrimento presente; diminuição da auto-estima; aumento da agressividade como

mecanismo de defesa; depressão e também dificuldade de trabalhar. 

 

-É curável? Ou apenas controlável? 

Na grande maioria das vezes é completamente curável, e o que não der para curar, é possível amenizar e tornar

suportável, através de psicoterapia e/ou calmantes e estabilizadores do humor. 

 

-Quais são os possíveis tratamentos? 

Psicoterapia e psiquiatria, a primeira buscando trabalhar nas causas e tornar o paciente imune aos medos, e a

segunda tralhando nos aspectos neuroquímicos do medo e ansiedade. Porém, há aqueles que buscam métodos com

menos bases científicas, mas que dão conforto emocional e algumas vezes, à cura. 

 

-Como é o tratamento com hipnoterapia? 

Geralmente reflete-se (através de filmes, livros, músicas e diálogos) sobre (a) diferentes formas de lidar com a morte,

(b) ansiedades iniciais que geraram o problema, (c) medo de ter doenças e (d) medo da perda de controle. Uma vez

que o paciente tenha claro como lidar com essas dificuldades da maneira que lhe for mais saudável, é provocada uma

intensificação da memória (um dos fenômenos psíquicos chamados de hipnose, no caso, classificado como

hipermnésia) a momentos em que ocorreram os sofrimentos anteriores à crise de ansiedade, durante essa e após

essa. Durante essas lembranças, é pedido ao paciente que reflita, interprete e raciocine sobre essas dores lembradas

da maneira como foi feita antes da hipnose. Após essas memórias, é pedido ao paciente que se imagine

intensamente no futuro (outro fenômeno, aqui chamado de pseudo-orientação no futuro), fazendo uso dessas

aprendizagens, percepções e reflexões. 

 

Esse processo pode ser repetido por até três vezes, embora, freqüentemente, apenas uma seja o suficiente.